Quinta-feira, 28 de Julho de 2005
De volta às fileiras
Cumprimentámos o homem no caminho.
Eu tinha uma vaga ideia dele. O R.C. mais do que eu. E ele tinha, por sua vez, o R.C. em grande conta.
Fez-lhe a vénia intelectual da praxe e arrependeu-se dela no momento seguinte quando se apercebeu que muito provavelmente nos teria como subalternos.
Chegados a quartel, a coisa foi rápida.
Fardamento. Conversa pouca e galões. Estávamos os três no mesmo posto, o moço à nossa direita por ser mais antigo nas lides castrenses.
Lembro-me de ele me fazer, de uma espécie de balcão, a recomendação de organizar tal e tal: "Vamos lá ver se organizamos isto até amanhã!"
Mas havia festa. Eu a pensar cá para mim que era a segunda vez que vestia o uniforme nacional. Mentira ou verdade? Ainda hoje não sei. Há, no entanto, quem afirme a pés juntos que sim, que me viu militar. Embora metade já tenha morrido.
E a festa era logo ali, no rio, à frente da parada. Os F-16 por ali andavam, uma parelha apenas. Lá fizeram umas figuras evidentemente rápidas e desapareceram para os lados da Trafaria.
Em seguida a coisa decorria numa espécie de grande nave-claustro. Em ordem unida. Em havendo ordem unida, há-de haver ordem antes disso. Pelotões, companhias, essas coisas.
Como não sabia onde me enquadrar, vi a coisa de cima.
E o que vi era mais ou menos isto:



Descido à terra, os meus galões pararam em frente do tal balcão. O homem:
"Vamos lá ver se organizamos isto até amanhã!"
Não lhe perguntei em que companhia, em que pelotão estaria eu. Pelotão? Eu seria decerto o comandante da companhia. Mas de qual?
Ele estendeu-me então uns quantos bilhetes de comboio. Tinham marcada a hora exacta em que eu tinha de apanhar o dito.
"Vamos lá ver se organizamos isto até amanhã!"


por MCV às 10:25
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ANO XIV


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