Segunda-feira, 25 de Julho de 2005
Esta parte da cidade
Ou lá o que é isto, é-me meio desconhecida.
Já por aqui ando há quarenta e tantos anos, ainda por aqui nada havia a não ser mato ou aquele barranco que era uma espécie de atracção para o pessoal da escola.
Vou à janela e imagino-o, ao barranco, emanilhado aqui por baixo desta espécie de praça. A linha de água é, são agora duas: uma subterrânea e outra à superfície. Um dia que chova muito se verá.

Afinal ainda há certos cheiros. Cheiros que não consigo analisar, identificar componente a componente, mas que são réplicas de outros.
Ontem, encontrei um deles perdido no mato. Algures perto de uma praia sem afluência.

Afinal ainda há certos ruídos. O daquelas bicicletas a motor que lembram as noites alentejanas.

Afinal ainda há certos casais. O H.G. e a namorada. Lá estavam a jantar envolvidos. Ele veio cumprimentar-me, de mesa para mesa, de palhaço para palhaço.
Ela gosta das palhaçadas dele. Vê-se. Sempre se viu. Não sei há quantos anos os conheço, quase há trinta, a namorar. Nem sei que mistério tão grande vêem os outros nisso.
Sim, os netos deles já são crescidinhos.


por MCV às 09:33
endereço

ANO XIV


EDITORIAL
. Posts recentes

Vila Nova, 201...

Cascais, 2017

Portugal, toponímia, 2...

Portugal, 2007

Ramal de Cáceres, 2011...

...

E.E.N.N. 263/389, 2007...

Belver, 2014

Lisboa, 2008

Aveiro, 2013

. Arquivos
. Links