Segunda-feira, 11 de Julho de 2005
O céu estrelado, a rotunda e a ponte sobre o Nada
Não tenho nada contra.
Não posso ter nada contra, digo-me.
Cada um que tenha céus estrelados, rotundas e pontes sobre o Nada.
Eu próprio tenho as minhas bizarrias. E não serão poucas.
Todos as temos, digo já a desculpar-me.
Lindo céu de carpélio azul pois celeste ponteado por miríades de pequenas lâmpadas de Natal.
No tecto. Do bar. Em casa. No sótão.
Nada contra.
A rotunda que possibilita aos visitantes, no meio do mato, uma fácil inversão do sentido de marcha.
A ponte que replica, numa confusão de escalas diferentes, a outra. A grande. Terá um vão central dos seus 15 m, digo eu. Pareceram-me as fixações do tabuleiro no limite do cálculo. Talvez me tenha enganado. A acção do vento pareceu-me igualmente mal avaliada. Talvez me tenha enganado.
Esta coisa de inspeccionar a pedido esferas, digo planos inclinados, celestes, rotundas e pontes suspensas tem que acabar.
Mas não tenho nada contra. Não posso ter.
Uma ponte sob a qual se não nada, no Baixo Nada.


por MCV às 12:10
endereço

ANO XV


EDITORIAL
. Posts recentes

Mourão, 2017

Albufeira de A...

Restos de colecção (82...

Fátima e o resto

Portugal, 2009

Rio Mira, 1988...

Alvor, 1989

São Salvador do Mundo,...

Janas, 2006

Portugal, 2008

. Arquivos
. Links