Segunda-feira, 20 de Junho de 2005
Malária, sapatinhos e peixes-agulha
Há quem defenda que eu sou bom para secar pauis.
Há mesmo quem afirme haver provas de que me encontro imune à malária. Provas é claro recolhidas junto de outros, nunca nada comigo.
Dado nunca ter padecido de tal, embora a minha distância a zonas de risco se tenha sempre mantido razoavelmente segura, abano a cabeça e digo que sim. Que é assim mesmo.
No entanto, uma coisa é facto. Nas tradicionais noites de verão, em que existem, mas em número menor, os habituais vectores aéreos, terrestres e navais, eu sou o que escapa ileso às investidas. Ou aparentemente ileso.
Dizem que isso acontece até ao dia em que nos encontramos sozinhos ou com uma companhia ainda mais blindada. E que é então que a nossa superioridade cai por terra.
Seja.
Outro facto que se pode, assim a talhe de foice, enquadrar aqui é a minha também aparente imunidade aos não menos temidos ataques navais de alforrecas e peixes-aranha.
Começo por me interrogar, quanto às primeiras e afins, por que raio há um hidrozoário a que chamam os anglófonos de Portuguese Man-of-War?
Não sei a razão mas temo que se relacione com algum parente afastado que terá determinado a imunidade aos seus próximos e mais distantes.
Quanto aos últimos, recordo-me de uns sapatinhos amaricados que alguns compravam para se arriscarem nas águas da praia Vasco da Gama, local então propício à picadela dos disfarçados aranhas.
Eram assim em plástico branco translúcido e havia notícia de que assavam os pés.
Muitos anos depois de tais sapatinhos serem moda ou necessidade, um episódio relacionado marcou-me.
Um dos meus hospedeiros estivais presenteava-me à abalada com um exemplar de peixe-agulha que acabava de retirar de um armário de seca. Com um sorriso, enumerava as bebidas que marchavam bem com tal petisco.
O que me marcou foi a minha fiel navegadora se ter apressado a livrar-se do petisco que eu também tão pressurosamente acondicionara na mala do carro.
Disse ela que era o cheiro. Eu ainda hoje acho que ela confundiu agulha com aranha e se deve ter lembrado dos sapatinhos de plástico.



por MCV às 20:23
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4 comentários:
De Anónimo a 21 de Junho de 2005 às 07:53
Falta aqui um emoticon daqueles de cara de desentendido. Beijo
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 21 de Junho de 2005 às 07:50
Ah,ah,ah - é bem possível que seja disso, amigo.
No meu caso, é uma especificidade - dizem - genética. Não sei se acredite.
Abraço
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 21 de Junho de 2005 às 04:52
Ou muito me engano ou ali o código final serve de embarque para um seguimento às alpergatas... Será? (vai ser difícil igualar o peixe agulha... ai vai, vai)riacho
(http://alfa-e-omega.blogspot.com)
(mailto:riacho@gmail.com)


De Anónimo a 21 de Junho de 2005 às 03:32
Em Moçambique, todos da família e criados ficaram com malária, menos eu, serei imune? Ou é porque bebo sempre água tônica?Manoel Carlos
(http://www.agrestino.blogger.com.br)
(mailto:agrestino@globo.com)


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