Quinta-feira, 16 de Junho de 2005
Táiti duche

imagem em http://www.sniw.fr/images/references/815928.jpg

Era assim e não tá-í-ti ou tah-iti que ele dizia e suponho que ainda diz, o meu velho J. d'.
Já compraste o Táiti duche? - era o sinal de que, em breve, muito em breve, rumaríamos a sul.
Ele levaria, como sempre, os óculos de caminho e os óculos de povoação. E um salvo-conduto da namorada.
Eu, o tal frasco. O meu irmão, não me lembro o quê.
A minha última com eles já lá vão 19 anos. Talvez alguns leitores se recordem de nos ver. Eu era o que carregava todas as noites um tipo às cavalitas pelas escadas do então Splash. O J. d' era o que entrava todas as noites às cavalitas de uma cavalgadura no mesmo local.
O meu irmão era o que carregava, no fim da noite, o bicho para cima. Os outros trinta eram os que se riam.
Nessa última época, deu-se o caso de o moço se ter lesionado com gravidade aos 3 minutos de jogo, no primeiro jogo, no primeiro dia. Recusou-se a abandonar o torneio, embora nessa madrugada me tenha obrigado a levá-lo ao hospital de Faro, onde de resto permanecemos um dia inteirinho, de sol a sol.
Depois foi invocando a sua incapacidade a desoras e a eito, até ao fim do mês. Havia sempre alguém que o carregava.
Quanto ao Tahiti duche era uma espécie de poção mágica que, ao invés de força, proporcionava haréns, na teoria dele. E que, por uma ainda mais obscura razão mas que eu relaciono com o facto de andarmos a chouto, fora do alcance da tal polícia, a mesma que assinava os salvo-condutos, apenas era utilizada em férias. Faz sentido.
Feitas as contas agora que a história assentou, e depois de mais de dez anos dos mais diversos odores tahitianos, pois corremos a gama toda, ele era capaz de ter alguma razão.
Ainda não percebi é como é que o bicho, naquele último ano, sentado a noite toda, se safava.
Verdade seja que nunca me dei ao trabalho de o observar. Só mesmo de o carregar para baixo.
O.K. E nem todas as noites íamos ao Splash. Também gostávamos de inspeccionar as outras.


por MCV às 12:28
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