Segunda-feira, 13 de Junho de 2005
O kit macaense
Não tive então coragem de te oferecer o kit completo.
Só o recebeste uns tempos após.
Mas nesse dia de Santo António, enquanto escondia o meu carro – na época passava despercebido, hoje é quase uma relíquia – preparava-me já para te oferecer a pataca à mesa do café.
A que era suposto ter jogado no casino improvisado, de uma só máquina, por detrás da simulada fachada de São Paulo.
A que também dissimuladamente guardei no bolso, à revelia da minha companhia, que suspeitava já dos meus anseios.
Outros, de nada suspeitaram. O tubarão confundira-se com as sardinhas, ninguém deu por ele.
Provou-se que a pataca era mesmo da sorte. Não foi sequer preciso atravessar o Alentejo, de norte a sul, do Crato a Ourique, sob a brasa de Agosto, e até ao tal sítio, para o saber.



por MCV às 19:34
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