Sexta-feira, 27 de Maio de 2005
Na fronteira dos conceitos ou no conceito de fronteira
Um dia ainda saberemos mais sobre a forma como organizamos, estruturamos o nosso pensamento, a nossa ideia das coisas.
Partindo para já do princípio de que existe uma Grande Filosofia, uma ideia geral comum a todas as civilizações e às vanguardas que a elas pertencem. Que o Homem, independentemente do social, congemina uma imagem das coisas que é transversal a todas as culturas.
A existir essa visão comum do mundo, poderemos sempre interrogar-nos sobre a sua eficácia enquanto leitura "real", assim se consiga separá-la da leitura "prática".
É sobre este assunto que talvez mais linhas se tenham escrito em toda a História. Quaisquer que tenham sido a forma e a metáfora.
Um dos pilares em que assenta a leitura "prática" é a definição de limites, de fronteiras, de finidade.
A célula tem uma fronteira, o indivíduo uma pele, os territórios sesmos, a vida um fim.
Esta compartimentação decorre mais do facto de qualquer ideia ser primeiro individual e depois propagada e não gerada por uma mente universal e intemporal.
Assim o fosse, e provavelmente o infinito, o ilimitado, seriam mais comuns do que a compartimentação. Menos "praticáveis" mas eventualmente mais perto do "real".


por MCV às 13:49
endereço

2 comentários:
De Anónimo a 28 de Maio de 2005 às 19:26
Olhe, Ordisi, eu diria o infinito e o contínuo material. A compartimentação que fazemos e que fazemos sucessivamente é sem dúvida de cariz organizacional. Assertada e acertada com a nossa mente. No entanto, parece-me mais "natural" (ainda que seja caótico ou não - e isso é algo mais uma vez que resulta da nossa organização mental) o infinito do que o finito.
Entrementes, comendo, bebendo e rondando as fêmeas da espécie... :) Abraço
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 28 de Maio de 2005 às 04:25
O infinito material seria caótico (ou divino?). Para existir há que organizar. E propagar essa organização. Daí as finitudes, membranas, células, fronteiras. Decorrem dessas individuaçoes os coletivos afins e não afins. Consequentemente disputas, guerras, evolução...
OrdisiRaluz
(http://ordisiraluz.zip.net)
(mailto:ordisi@uol.com.br)


Comentar post

ANO XV


EDITORIAL
. Posts recentes

Albufeira de A...

Restos de colecção (82...

Fátima e o resto

Portugal, 2009

Rio Mira, 1988...

Alvor, 1989

São Salvador do Mundo,...

Janas, 2006

Portugal, 2008

Serra de Grând...

. Arquivos
. Links