Quarta-feira, 25 de Maio de 2005
Livros
Ao fim e ao cabo, são a referência maior aqui na blogosfera.
Talvez o traço comum mais evidente entre os que aqui escrevem.
Livros. A cada um de nós o seu tipo de fascínio. A uns, os ex-libris, as dedicatórias, os sublinhados, as páginas dobradas, as marcas lá deixadas sob a forma de bilhetes de autocarro, pequenas notas, folhas secas, qualquer coisa que ali pertencesse no momento.
A mim, apenas uma assinatura de propriedade e uma data, a folhas 3. Nada de sublinhados, talvez uma rara marca esquecida. Vejo-os como objectos não profanáveis com tinta a não ser com a marca de posse. Sou possessivo com a minha biblioteca.
Livros. O cambar dos bolsos do meu pai ao peso habitual do livro companheiro.
Livros. O cheiro e as farpas das folhas de papel rude, ao serem separadas pela lâmina.
Livros. Os títulos improváveis. As capas em que me fixava embevecido com o desenho das letras e o arranjo simples e eficaz das formas e das cores.
Livros. A recordação das barraquinhas alinhadas ao longo da Avenida da Liberdade.
Dos olhos espreitarem mal os escaparates. Em plano alto.
Está na altura. Estão os meus olhos já e ainda à altura de os contemplar, de os comer.


por MCV às 12:43
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