Terça-feira, 3 de Maio de 2005
O que queremos saber e o que não queremos
Este blogue começou com uma frase - Dizer o óbvio.
Dizer o óbvio, o dito e o redito. Não há nada mais absurdo do que pretender ser original, discorrer sobre as coisas como se ninguém antes o tivesse feito da mesma forma. Registada ou não.
Se se conseguem avanços na técnica, o que é indesmentível, já no pensamento temos poucas descobertas. E temos aquela máxima ridícula do "já não se pensa assim" que apenas sublinha o pouco acerto de uma intelectualidade sujeita a modas.

Em todos os tempos, há coisas que queremos saber e outras que não.
Muitas das que não queremos saber seriam até fáceis de esclarecer a certa escala. Mas os insondáveis mecanismos sociais a isso obstam.

Fica disso um resto de suposta consensualidade. De tem que ser.
As condições ideais, já o disse aqui, lembram-me sempre peixes que comprava na praça, embrulhados em papel de jornal.
Ou, tendo em conta os dias que correm, embrulhados em plástico. É indiferente.
Só mudou a moda.


por MCV às 23:14
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