Segunda-feira, 21 de Março de 2005
A minha vila
Talvez haja poucas pessoas entre os que me lêem que possam sentir o mesmo que eu, dadas as circunstâncias.
E as circunstâncias são as de ter vivido mais de quarenta anos, sempre que possível, na terra (pequena) onde nasceram os meus pais e grande parte da minha família.
Parece-me que este mundo dos blogues é mais urbano. De pessoas que lidam com outras sem lhes conhecerem a raiz.
E é essa proximidade que abandonei há quatro anos que me faz tropeçar em fotos de defuntos e nomes gravados na pedra e recordar de cada um deles um gesto, uma palavra, um petisco, um cantorio.
Parece-me que não há ninguém ali a quem eu não tivesse conhecido. Mesmo àqueles que partiram antes da minha chegada, sei-lhes das façanhas. Uma vila ali enterrada a quem às vezes visito.



por MCV às 14:34
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4 comentários:
De Anónimo a 23 de Março de 2005 às 16:37
Sim. Mas também tem a ver com o facto de haver mais urbanos, gente que vai a um cemitério onde as lápides nada lhe dizem. O meu privilégio é ter vivido ali, ser dali, como já eram os meus pais e os meus avós, bisavós... e assim não só ter sido conhecido toda a gente como ter ouvido as histórias dos idos. Tudo como se fosse uma coisa familiar (de família, mesmo). E o lugar ser pequeno, claro.
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 23 de Março de 2005 às 16:31
Sem querer julgar antecipadamente, temo que não. A tendência que se vê por aqui fora, é a de não quererem sequer conhecer ninguém na sua profundidade.riacho
(http://alfa-e-omega.blogspot.com)
(mailto:riacho@gmail.com)


De Anónimo a 23 de Março de 2005 às 16:06
E a minha pergunta mantém-se: Haverá muita gente nesta esfera blogueira que possa dizer o mesmo? Que conhece todos e cada um dos nomes ali perpetuados? A verdade é que os revejo cá fora, falando, petiscando, jogando, cantando. Desta última vez, quase me veio à ideia que recebem os recém-chegados como o faziam no café. Sensações...Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 23 de Março de 2005 às 15:49
:-) A frieza da grandiosidade enregela-me até aos ossos... (um terno texto, este)riacho
(http://alfa-e-omega.blogspot.com)
(mailto:riacho@gmail.com)


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