Segunda-feira, 7 de Março de 2005
Baias
Embirro com carneiradas, visitas guiadas, percursos pedestres.
Dou-me, no entanto, conta de que se justificam algumas baias. Seria o bom e o bonito se se deixassem ao critério de cada um o que se pode e não pode pisar.
Sabemos todos isso. Sabemos também que o problema não é um a pisar a relva. É a horda.
Mas todos nós ansiamos por desfrutar certas paragens dispensando os outros. Se não somos todos, é uma boa parte.
Reclamamos a torto e a direito contra as enchentes, as filas, as aglomerações. Há os que as evitam e os que nelas persistem, continuando a reclamar. É a vida! - como diria o outro.
Sempre me fez confusão que as pessoas se dispusessem a enfrentar longas filas de trânsito para sul e para norte quando ali ao lado havia estradas desertas. Fazia-me confusão e dava graças por isso ao mesmo tempo.
Há uns tempos que andava intrigado com uma coisa. Que tem a ver com baias ou com a ausência delas. Aqui perto de casa, num daqueles típicos arranjos feitos em planta e que ficam muito interessantes no papel, era necessário subir dois lances de escada e descer depois um certo declive para aceder de uma rua a outra. Pelo meio ficava um passagem muito viável sobre um canteiro. Claro que nasceu uma vereda. Há poucas semanas a vereda foi substituída por uma suave escadaria empedrada. Bom trabalho.
Esta ideia de que os percursos devem ser deixados aos peões e mais tarde "oficializados" é interessante mas não é praticável em todos os casos.
Nos tempos que correm, quando as veredas quase só existem nos tais percursos balizados, em que a quantidade de obstáculos urbanos é grande, é preciso ver em planta mais do que o papel permite.
Não parece muito difícil prever os caminhos mais utilizados e a forma como devem ser implantados. Mas não é isso que acontece. Todos os dias somos confrontados com voltinhas do Marão para passar de A para B.
Na leva anterior de melhoramentos que por aqui se fez, obrigaram-se as criaturas a descer e a subir umas escadas para transpôr um desnível de 1 metro. Também aí existia a vereda sobre o canteiro. Mas foi contemplada com um muro de Berlim. Coisas...


por MCV às 04:07
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2 comentários:
De Anónimo a 8 de Março de 2005 às 16:57
Acho que há alguns destes arranjos que são feitos quase só na base da planta. Mesmo que venham ao local e até o fotografem, parece que a visita serve de pouco.
Beijo
Manuel
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(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 8 de Março de 2005 às 13:49
Será que fazem os planos sem sequer fazerem uma visita prévia ao local? Ou então é para ajudar a combater a obesidade ;-) Um beijo.riacho
(http://alfa-e-omega.blogspot.com)
(mailto:riacho@gmail.com)


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