Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2005
A questão do Hondt e se a minha...
O “e se...?” é daquelas interrogações, digamos condições, que nos persegue.
Quando o “e se...?” se levanta, esquecem sempre milhões de implicações que teria, pois só resta uma – a que interessa ao especulador.
Ora o “e se...?” nunca aconteceu nem nunca acontecerá, porque caminhamos numa via única. Não há dois destinos para um homem, tanto quanto sabemos.
Mas fazendo tábua rasa do que acabei de dizer, noto o seguinte:
E se algum dos partidos tivesse obtido, em dado círculo, até mais 1000 votos? (claro que no “e se...?” os outros teriam que ficar na mesma)
Teríamos o seguinte:
Em Aveiro, o Bloco de Esquerda com mais 206 votos tirava o último deputado ao PS.
No mesmo distrito, o PSD com mais 991 votos – sem que o BE crescesse, é claro – tirava o tal último deputado ao PS.
Em Braga, o BE com mais 418 votos, tirava o último deputado ao PSD.
Em Faro, o PSD com mais 190 votos, tirava o último deputado ao PS.
No Porto, o PS com mais 926 votos, tirava o último deputado ao PSD.
Em Viana, o PSD com mais 969 votos, ficava com o deputado do CDS.
Teríamos assim o BE com a possibilidade de alcançar mais 2 deputados.
O PSD a perder 2 e a ganhar 3.
O PS a perder 2 e a ganhar 1.
E o CDS a perder 1.
5 deputados perdidos e 6 ganhos. Como se vê, há um deputado que surgiu do ar.
Pois é. É que nestas coisas do “e se...”, nunca se contam as hipóteses dos outros ganharem também qualquer coisinha.
E agora perguntam os meus leitores: Este tipo não tinha mais nada com que se entreter?

Com os dados do STAPE


por MCV às 06:05
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