Sexta-feira, 17 de Dezembro de 2004
Turcos e croissantes
Os padeiros de Viena talvez estejam acordados a esta hora.
O Império dos Francos e o Império Otomano terçando armas à mesa.
Confesso a minha total incapacidade para prever as consequências de uma união de ambos.
A única que me atrevo a extrair é a de que, seja o que fôr que aconteça, não será para sempre.
E, mesmo dessa, não estou cem por cento certo.
Admiro os que já sabem o que vai acontecer. Que já conhecem todos os males ou todas as vantagens de uma união. Que sabem o que acontecerá de bom ou de mau quer se aceite a Turquia ou não.
Parece óbvio que nenhum dos anteriores alargamentos da União suscitou tantas paixões. Afinal, há uma matriz comum, mais próxima, dos países integrantes. Que, dizendo ou não, alguma coisa aos povos desses países, foi, durante séculos natural entre os seus chefes. Quase todos familiares uns dos outros.
Não é o caso da Turquia otomana. Coisas do crescente e da cruz.
A ver vamos no que dá. Dez anos dá para acontecer muita coisa. Difícil de prever. Mas é já ali ao virar da esquina.
De qualquer forma, se 3 de Outubro de 2005 é a data aprazada para o início das negociações (?), cumpre dizer que é curioso que seja num dia de eclipse do Sol. Dia de sol crescente.


por MCV às 14:53
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