Terça-feira, 30 de Novembro de 2004
Era pré-socrática (três posts em um)
Vem aí mais uma época de argumentos extraordinários.
Da chamada retórica política, que é das coisas mais vazias que existe.
Sobre o que aconteceu hoje, já tinha dito tudo o que pensava, antes até da coisa explodir aqui nos blogues. Fi-lo aos primeiros rumores mais consistentes da partida do ex-primeiro-ministro para Bruxelas.
Considero que não há em Portugal, há muito tempo, muito tempo mesmo, qualquer tipo de opção política. Saber se as há noutras paragens, é outra questão sobre a qual não me pronuncio.
Não a havendo, vamos tendo cada vez mais do mesmo, até que a corda parte. É assim há séculos.
Temos por vezes a sorte de ter dirigentes mais iluminados, outras o azar de contar com medíocres.
Os tempos que se avizinham não são famosos.
Seja qual fôr o resultado das próximas eleições, o caminho não será cheio de pétalas.
E é isto que marca o actual momento. A ausência total de saídas. O beco.
É certo que com a integração europeia abdicámos de instrumentos políticos para actuar desta e daquela forma na nossa posição no quadro internacional e que isso também não deixa grande margem de manobra internamente.
Vivemos há muito a gerir a nossa sobrevivência. Os tempos que aí vêm serão, de qualquer forma, prenunciadores da abdicação total.
Tanto faz que seja fulano ou beltrano a fingir que governa.

No plano pessoal, a notícia do dia é outra, e é ela própria, uma notícia esperada e não esperada.
Daquelas que é importante, que é de Estado, que merece a solenidade do fato preto.
Que é recebida com um sorriso, nunca se sabendo que repercussões traz.

Esta amplitude térmica diurna, à volta dos dois graus, reflecte ou proporciona o gesto de encolher os ombros.


por MCV às 20:56
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