Domingo, 21 de Novembro de 2004
21, é claro
A pergunta era a habitual: A quantos estamos hoje?
Ao dar a resposta acima, de forma automática, mais não fiz do que usar o cognome de vinte e um, coisa que muitos de nós faz em virtude de atavismos vários, de deixas apreendidas por aí, talvez em salas de loto clandestinas dos tradicionais clubes de bairro:
22, dois patinhos.
69, para cima e para baixo.
11, o número da cabeça.
90, nas ventas.
Mas o 21 não vem daí.
É história lendária de cujos contornos sei apenas o essencial.
Era de Inverno e fazia-se serão à roda do lume.
Os de casa e uns quantos de fora.
Foi quando um surto de espirros sacudiu a conversa. Uma das visitas desfazia-se em acenos de cabeça convulsivos e sonoros.
Perante a cena, calaram-se as vozes.
Quando o acesso terminou, perdurava ainda um silêncio pré-hilário.
Coube ao paciente, dar a deixa: "Vinte e um, é claro!"
Nunca se soube da regularidade contabilística de tais acessos. Mas a convicção com que as palavras foram proferidas não fez só desprender o riso. Deixou muita gente à espera de outra ocasião para os contar. Creio que nunca aconteceu.


por MCV às 19:14
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2 comentários:
De Anónimo a 22 de Novembro de 2004 às 09:15
Parece que agora a coisa encarrilou. Ainda falta arrumar a casa, mas já se consegue ir fazendo o mínimo essencial.
Um abraço
Manuel
(http://gasolim.blogs.sapo.pt/)
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 21 de Novembro de 2004 às 22:53
:) magnífico episódio. Bem vindo de volta!
um abraço
G.GatodeLisboa
</a>
(mailto:gatodelx@hotmail.com)


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ANO XIV


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