Segunda-feira, 15 de Novembro de 2004
Negócios de família

imagem de http://ueno.cool.ne.jp/ctgm/icon02.html

Não sei em que conta se tinha o meu pai como homem de negócios. Mas não era lá muito famoso, também não era campo que lhe interessasse. Sempre foi pouco de pés na terra, embora não tivesse feito outra coisa na vida do que fincar pés (outro tipo de pés, mais pesados) na terra.
Das poucas vezes que falámos de negócios, trocámos ideias sobre negócios futuros que poderiam ser, nesses anos 70, boas oportunidades.
O negócio que ele tinha debaixo de olho surpreendeu-me. Quando dei por mim, apercebi-me que tinha feito já volumoso trabalho de casa. Falou-me da matéria-prima, de que dispúnhamos em relativa abundância e da forma como tenderiam a evoluir os seus preços, de um inicial custo negativo na aquisição a terceiros, para um custo positivo que estabilizaria numa certa casa assim que a vizinhança desse pela coisa.
Falou-me dos contactos que fizera com investigadores. Que os custos mais significativos seriam no equipamento e na dotação para investigação.
E disse-me que havia mercado. Que estava convencido disso.
Claro que a ideia nunca passou sequer ao papel. Mas era interessante. Curiosamente, mais de dez anos depois, falei nisso a alguém que estava nesse ramo da investigação e que me disse que já tinha ouvido falar em algo do género, mas muito mais recentemente, à época. Ainda hoje não existe em Portugal nada no género. E mais não digo.
Quando lhe falei na minha, que não era nenhuma novidade, era até uma ideia que já fazia o seu percurso industrial noutros países, mostrou-se céptico.
Que a questão era o tratamento da matéria-prima. Era a recolha. Era preciso uma grande capacidade de armazenamento, etc.
Hoje, andamos todos a trabalhar para essa indústria. Somos mão-de-obra não remunerada. Gostava de saber com mais detalhe quem está a encher os bolsos com isso.
Era um negócio de lixo que eu queria montar.


por MCV às 11:17
endereço

7 comentários:
De Anónimo a 17 de Novembro de 2004 às 00:19
A minha questão é saber se há ou não na dita indústria sectores que estão a alimentar interesses privados enquanto o sector público (leia-se os municípios) fica com a fava.
É que esta é uma história que se repete.
Um abraço.
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 17 de Novembro de 2004 às 00:16
Um negócio, Rafael? :) Sou fraco negociante. Um abraço
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 16 de Novembro de 2004 às 14:51
Errata: "existia"....
</a>
(mailto:....@....)


De Anónimo a 16 de Novembro de 2004 às 14:51
O que ouvi dizer foi que não era rentável... Mas exisita "a bem do ambiente"....
</a>
(mailto:....@....)


De Anónimo a 15 de Novembro de 2004 às 21:53
Pois então, amigo meu, tenho um "negócio" para lhe oferecer... Só não sei ainda como funcionaria este "negócio" com a distância de um Atlântico... Vou me informar e lhe retorno!

Cuide-se!Rafael Reinehr
(http://escreverporescrever.blogspot.com)
(mailto:superjazz7@terra.com.br)


De Anónimo a 15 de Novembro de 2004 às 16:00
Azar? Será? :)Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 15 de Novembro de 2004 às 11:31
Isso é que foi azar! Abraço, G.GatodeLisboa
</a>
(mailto:gatodelx@hotmail.com)


Comentar post

ANO XIV


EDITORIAL
. Posts recentes

Porto, 2007

Portugal, 2004

Politicamente correcto...

Melides, 2013

Penha Garcia, 2013

Espanha, 2010

Alvor, 1989

Para depois

Da moda

40 anos de estrada e m...

. Arquivos
. Links