Terça-feira, 28 de Setembro de 2004
Contágio
A nossa língua é de um absurdo macroscópico quando se trata de pedras na engrenagem - aqui há gato, seja ele bicho ou peça metálica.
Como se os olhos dos que falam a nossa língua só divisassem manchas de contornos consideráveis.
Já os moços que dominam estas coisas do software se socorrem de bichos mais pequenos, sabendo nós que desses bichos à transmissão de doenças, vai um saltinho.
Vem isto ao caso de, e para meter uma data de coisas no mesmo saco (de gatos, como se verá) a minha maquineta ter vindo a dar preocupantes sinais de bronquite.
Não sei mesmo se o facto de ela se desligar quando começa as iterações à caça da chave mágica do totoloto (não sabiam que eu era maluquinho?) tem alguma coisa a ver com o facto de outros computadores mais potentes se terem negado.
É claro que é coisa diversa. Aqui não há problemas de solução inextricável. É só passar os treze milhões e qualquer coisa de chaves pelos setenta e tal crivos, subdivididos em umas quantas condições, tal como se faz há cerca de vinte anos, sem sucesso.
Esta versão do programa, a 27ª, é até já antiga. E já está a dar as últimas. O departamento de desenvolvimento está cheio de ideias novas e já tem a coisa em fase de execução. Tem faltado o tempo.
Mas que é suspeito, é. Mal ele diz que excluiu à partida uns dois milhões de chaves, isto depois de ter feito já umas quantas iterações preliminares, dá-lhe a travadinha. E isto só aconteceu nestas últimas semanas.
Não sei o que pense. Ouvi mesmo agora dizer, e pela octogésima quarta vez, sendo dito como grande novidade, que a gripe das aves também se pode transmitir aos humanos.
Será caso?



por MCV às 21:12
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