Segunda-feira, 23 de Agosto de 2004
The Café do Manel ice age


O pacote chegou pelo correio. Meio amarrotado, gordo e carimbado.
As folhas A4 vinham dobradas ao meio, como se a pressa tivesse impedido de acomodar de outra forma o conteúdo.
A primeira coisa que me chamou a atenção foi o gráfico. Uma banda cinzenta (seria grisé?) sinusoidal com limites superior e inferior a traço preto de 0,35 mm.
O homem apareceu quando eu analisava o pedido. Estranhei aquela bizarria de não ser ele próprio o portador da coisa. Explicou-me que calculara mal o tempo que a coisa demoraria na malaposta. Esperava que eu já tivesse os dados naquela altura.
Explicou-me então o que queria, dispensando-me da leitura do abstract.
Ao contrário do que seria de esperar, nenhum dos circunstantes se detinha na nossa conversa em inglês. Nem sequer nos miravam.
O Manel trouxe os cafés e tão pouco deitou o rabo do olho para as folhas.
O.K.. Era então medir a duração do dia. Não me ocorreu perguntar-lhe com que instrumento o faria. Convencido estava de que ele mo forneceria mais tarde.
Percebi finalmente que a agitação dele se prendia com o facto de aqueles serem os últimos resultados de que necessitava, para expôr as coisas e mandar para os árbitros, antes que a outra equipa o fizesse. Deu-me a entender que eram nórdicos.
Quando trocámos o último e-mail, já só havia uma questão para discutir.
Se ele aceitava "The Café do Manel Ice Age" ou se insistia na versão totalmente inglesa que me parecia disparatada e da qual já nem me lembro.
Aceitou.

imagem adaptada de


por MCV às 19:41
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ANO XIV


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