Terça-feira, 10 de Agosto de 2004
O pato de estabilidade
O Zé ainda não fora descoberto a comer um fardo de palha, escondido por uma manta.
As moças também ainda não tinham sido postas a um canto. O cantorio ainda não tinha por isso começado.
Resumindo, ainda se viam os pares.
Foi aí que começou a perturbação. O dono da casa irrompeu no celeiro e subiu aos fardos de palha do lado contrário ao do Zé.
Parou a música.
"Quem é que matou o meu pato-viúvo?"

Parecia mal abusar assim do anfitrião.
A guarda chegou pouco depois, atraída pelas luzes dos carros na charneca.
Enquanto cumprimentava o sargento, juro que ouvi uma voz do outro lado do monte:
"O quem? Eles em serviço não podem beber! Agora cá comer pato!"


por MCV às 21:43
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1 comentário:
De Anónimo a 11 de Agosto de 2004 às 00:25
Patos? Meu bicho 'favorito' como vc bem o sabe. Bem feito, virou assado...

E isso me cheiram a memorias de verão. Estou certa?

BesitosLili
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