Sexta-feira, 18 de Junho de 2004
Sinais de perigo


Se há coisas que nos parecem ser diferentes ontem e hoje, esta é para mim uma delas.
As minhas primeiras estradas foram tortuosas, difíceis de seguir. Não precisei que me apontassem os perigos para saber que eles lá estavam.
É claro que em alguns locais havia sinais de PERIGO DANGER. Quase sempre em curvas e contracurvas antes de atravessar alguma ribeira ou rio mais importante.
Mas nunca precisei que me dissessem que era proibido ultrapassar onde não devia, antes de lombas, de curvas sem visibilidade, de cruzamentos.
Sermpre me fez mais falta a sinalização provisória. Essa sim. Mesmo que não tenha acertado nas divisórias de betão com que alguém se divertiu a bloquear uma curva sem visibilidade, cortando a estrada em toda a largura, sem que o tivesse sinalizado.
Vivemos hoje um tempo diferente. É necessário assinalar perigos evidentes, talvez porque as cabeças andem cheias de coisas que só atrapalham.
Talvez porque tenhamos ensinado mal as gerações que vieram depois a andar na estrada.
Talvez isso aconteça porque poucos são os que têm os tais atavismos que só se ganham ao fim de três ou quatro gerações com um volante nas mãos.
Será que estas considerações, perto ou longe de valerem alguma coisa, não se aplicam também ao resto das coisas?
Dava a coisa pano para mangas, se fôssemos pelos caminhos da confiança e da visibilidade. Fica para outra altura.


por MCV às 19:50
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1 comentário:
De Anónimo a 18 de Junho de 2004 às 22:45
A meu ver não é uma questão das gerações vindouras, mas destas que já cá estão e algumas até dos nossos tempos.
Um fenómeno cada vez mais visível é o da prioridade do carro mais caro, por exemplo, que pode ser utilizada em qualquer lado. E não são gerações mais novas que a minha. As regras não existem, existem carros mais rápidos, mais potentes e como tal têm que ser respeitados...
Uma alegria.

Um abraço
G.GatodeLisboa
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(mailto:Gatodelx@hotmail.com)


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