Segunda-feira, 14 de Junho de 2004
O ponto de vista do pedreiro
Divide-se essencialmente em duas categorias:
O ponto de vista de quem não consegue prever as consequências desta ou daquela solução mal engendrada e o ponto de vista de quem já não vai estar ali quando os defeitos se evidenciarem.
Entre uns e outros, há os mais propensos à argumentação. Uns convencidíssimos de que o interlocutor não percebe nada se desatarem a falar em prumos, em traços, em cimento branco e em roscones. Outros mais radicais, usam o lapidar então o senhor não vê que assim que está bem?
Quase sempre se torna cansativo e pouco prometedor rebater a inexpugnável lógica com que nos esmagam.
Das duas uma, ou o paciente acaba por se render se não se julga à altura das sólidas razões aduzidas ou entra na lógica do faz-se isto e não discuta comigo.
Neste último caso, corre sérios riscos de enfrentar continuados resmungos e sorrisos trocistas, se a coisa não descambar para uma greve de zelo.
Eles é que sabem, eles é que sabem.
E ai daquele que tenha encolhido os ombros e mais tarde ouse chamá-los com um venha cá ver a merda que fez!
Que não, que não estava assim quando se acabaram os trabalhos. Irrebatível. De facto não estava.


por MCV às 10:31
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1 comentário:
De Anónimo a 15 de Junho de 2004 às 16:33
Fico imaginando qual das duas opiniões vc acatou...Lili Carabina
(http://www.lili-carabina.blogger.com.br)
(mailto:carabinaridesagain@hotmail.com)


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