Sexta-feira, 11 de Junho de 2004
Os ses na base da argumentação
Ainda devia estar fresco na memória. Mas já passaram três meses...
Os atentados terroristas em Madrid suscitaram, no plano político, as mais delirantes análises dos resultados eleitorais que se lhe seguiram.
Infelizmente, aqui, por razões diversas mas também trágicas, já vai sucedendo a especulação mirabolante, embora em pequena escala.
Em relação a Espanha, não houve dúvidas. Da esquerda à direita, todos se precipitaram a tirar conclusões impossíveis do desfasamento entre as últimas sondagens conhecidas e os resultados que se vieram a verificar.
A ninguém ocorreu que as sondagens pudessem estar muito longe da realidade.
Como tinham estado na última reeleição de Felipe Gonzalez.
Como estiveram aqui, por exemplo, nas últimas eleições autárquicas.
Em ambos os casos, não houve fenómenos de última hora que pudessem justificar tal afastamento.
Ouço hoje, ao serem mencionadas situações como a morte de Sá Carneiro e a sua repercussão nos resultados eleitorais, que as sondagens nessa época eram muito pouco fiáveis.
Tal como todas as outras ferramentas do dia a dia, de há vinte e quatro anos para cá, se verificou evolução. É natural que as sondagens hoje sejam mais precisas. Como natural é que, daqui a um quarto de século, se olhe com um sorriso para a forma como se fazem hoje.
Em relação às últimas legislativas em Espanha, sabe-se bem que muitas das análises que se ouviram sobre o assunto, cá e lá, mais não eram do que formas disfarçadas de se querer chegar a algum ponto político na argumentação.
De penalizar erros de primeira e de última hora, consoante o ponto de vista.
Um dado curioso, de que quase ninguém falou nessa altura porque não interessava, é o resultado das sondagens que apareceram já depois das urnas encerradas. Quase todos muito longe do alvo.
Tudo isto dá campo para muita opinião sobre os reflexos da trágica morte de Sousa Franco.
Quase todas elas baseadas em nada.
Pelo menos, ainda há quem face a esta situação, reconheça que não é capaz de se pronunciar sobre as eventuais modificações no voto por ela causadas.
Em muitos casos, o que se diz incapaz é o mais capaz de todos.
Veremos ainda se a questão se resume à atribuição do 24º mandato.


por MCV às 10:30
endereço

2 comentários:
De Anónimo a 12 de Junho de 2004 às 10:50
O meu voto não vai mudarMaria Papoila
(http://panquecas.blogs.sapo.pt/)
(mailto:mariapapoila36@sapo.pt)


De Anónimo a 12 de Junho de 2004 às 08:45
boa memória, curta a dos outros (A minha idem)jpt
(http://www.maschamba.weblog.com.pt)
(mailto:maschamba@hotmail.com)


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