Quarta-feira, 2 de Junho de 2004
Ah, pois!
Não sou, nunca fui adepto desta expressão.
Mas é o que me apetece dizer às vezes.
Há umas quantas situações para as quais não fui construído.
Uma delas é enfrentar alguém que nos julga completamente idiotas.
Isso pode suceder face a um vendedor de qualquer coisa, pode suceder com um comprador que se julga de olho vivo, pode suceder com um conhecido que nos aborda a propósito de qualquer coisa, tendo em mente outra diferente e que pensa que nos enrola.
E pode suceder em muitas outras circunstâncias.
As pessoas que assim agem, têm-se em tão alta conta que nem sequer se apercebem das suas muitas limitações. Geralmente, dá bota o discurso que preparam ou que lhes sai torrencialmente.
Não sei se sou muito desconfiado, não sei se é por ser alentejano
A verdade é que a tentação vai logo no sentido de uns quantos enfastiados "Ah, pois!" que lá consigo evitar à última hora.
Reajo mal ao comprador que desfaz quando não é meu hábito valorizar o que vendo. Faça o favor de inspeccionar o material, o preço é xis. Quer, quer, não quer, fica para a próxima.
O mesmo na situação inversa. Talvez a minha costela de regateio esteja hipotrofiada. Deve ser isso.
Mas o que mais me incomoda, e isso incomoda-me mesmo, é aquela coisa de conversa mole a propósito dos astros quando se está a ver que o objectivo é outro e parece que nos andam a sondar.
Não tenho mesmo poder de encaixe para isso.
Com este, já são dois posts de indignação. Nada a ver com a vida virtual. Mas com tudo a ver com o que se passa fora das quatro linhas do monitor.

O "Ah, pois!" de que eu gostava era dito por um velho amigo à passagem dos tais exemplares femininos. E a entoação era outra, muito diferente.

Desabafos, pois.


por MCV às 11:33
endereço

ANO XIV


EDITORIAL
. Posts recentes

E.N. 125-4, 20...

Vila Nova, 201...

Cascais, 2017

Portugal, toponímia, 2...

Portugal, 2007

Ramal de Cáceres, 2011...

...

E.E.N.N. 263/389, 2007...

Belver, 2014

Lisboa, 2008

. Arquivos
. Links