Sexta-feira, 21 de Maio de 2004
Os dinheiros


Que a política é um exercício de prestidigitação parece não restarem grandes dúvidas.
Depois dos tempos da força bruta, da repressão, disto e daquilo, chegamos à idade da representação.
Os actores são quase todos maus. Os lado esquerdo e os do lado direito do palco. Eles lá se colocaram nessas posições relativas, muitas vezes sem perceberem como nem porquê.
O público é o que é.
Uns batem palmas, outros assobiam, alguns pateiam, poucos atiram ovos.
Os actores falam entre si num dialecto estranho. Ninguém os entende. Nem os esclarecidos sentados nos fauteuils de orquestra, nem os deserdados das galerias.
Julgam convencer a audiência de que quem pagou o palco, as vestes, a música, não se encontra ali. Na realidade o dinheiro dos bilhetes foi muito bem empregue. Todo para instituições sociais.

Saindo da sala, depois do espectáculo, ainda ressoam as palavras.
O dinheirinho com que se faz a festa não é vosso. Caiu do céu.

Porque é que será que o dinheiro esbanjado pelas câmaras municipais, pelas empresas públicas e por outras entidades que sobrevivem com o dinheiro que alguns de nós entregam aos cofres do estado, teima em não dizer de onde vem?


por MCV às 15:45
endereço

2 comentários:
De Anónimo a 21 de Maio de 2004 às 18:10
é mesmo uma tragi-comédia...
parabéns pelo blog!
beijinhoRoxanne
(http://osuavemilagre.blogspot.com/)
(mailto:mariagabrielavieira@hotmail.com)


De Anónimo a 21 de Maio de 2004 às 17:26
Vou tentar responder-te: trata-se de um secreto plano dileneado pelo SIS, entregue ao DES(governo) sobre as cores dos sacos. Não entendo esta mania de lhes chamarem azuis. Têm todas as cores e ng quer ser "responsabilizado" pela populaça de não ter vários: dois pelo menos. Um para os clubes da terrinha, outro para os empreiteiros. Agora é crime punido com degradação, não ter sacos.
Abraços.

P.S. Ficaste esclarecido/a?LetrasAoAcaso
(http://LetrasAoacaso.weblog.com.pt)
(mailto:manintherisingsun@hotmail.com)


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