Domingo, 9 de Maio de 2004
O verão de 2000 (II)
A minha geração tinha muita ilusão no ano 2000, como dizem os de Castela.
Um dos grandes desafios do homem, mesmo para aqueles que escrevem diários, é reconstruir o que lhe ia na alma, trinta, quarenta anos atrás.
Um exercício inconsequente. Mas ainda assim, um exercício interessante.
Ao rever o que foi esse ano, ao relembrar o post de há dias, vem-me justamente à memória essa expectativa.
O que foi esse ano e o que afinal trouxe (já trazia de trás) de novo.
Para mim, formado para o mundo na década de 60, no meio da corrida à lua, dos livros da colecção Argonauta e de outras projecções, parece que ficou muito aquém do sonho.
Mas era um sonho infantil, inchado de ignorância e pouco comedido.
Não andarei muito longe se disser que a grande novidade é este mundo de computadores, ferramentas todo-o-terreno, comunicações, telefones móveis, telefaxes.
Que se anteviam mal na Brunswiga cujos carretos torturei, sob o olhar complacente do meu pai.
Embora não fossem sonhos, pois eram até evoluções previsíveis.
O mundo deu um salto com a guerra. Depois da guerra aperfeiçoou as técnicas. Estava tudo ou quase tudo à vista. Talvez por isso, o sonho fosse maior.

A propósito de mais uma conversa ultramarina. Lili, como é que chegámos ao ano 2000?



imagem de uma Brunswiga em


por MCV às 05:31
endereço

1 comentário:
De Anónimo a 9 de Maio de 2004 às 22:14
fiquei curiosa pela resposta da Lili. Mais, fiquei curiosa pela conversa ultramarina que teria motivado questionamento tão profundo...
um abraçokatia maia
</a>
(mailto:katiamaia.df@uol.com.br)


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