Sexta-feira, 30 de Abril de 2004
A feira dos Bentos
Ainda não é amanhã que lá volto.
Eu que sempre fui um amante de feiras à antiga.
Descobri esta por acaso.
Num Dia de Maio em que atravessava a serra de volta a casa.
Num dia em que as sandes de presunto da Fernanda ficaram para depois. Foram para a ribeira, disseram-nos.
Continuámos, entre a ameaça de trovoada e a chuva abatendo-se sobre as estevas.
Um velho fazia cestos numa esquina da estrada. Ao abrigo de umas telhas.
As cores escuras do mato sob o céu cinzento, o calor húmido da chuva grossa.
De repente, ao sair de uma portela, os carros. Carros e carros estacionados na estradinha estreita, ali no meio do mato.
A máquina fotográfica na caixa do carro, tiro, não tiro?
Chegámos à feira com a trovoada. Trazendo a chuva.
As lonas a serem rapidamente desmontadas, os guardas a correrem para evitar que a estrada ficasse bloqueada.
As pessoas a refugiarem-se nos carros.
A feira a desmanchar-se num ápice sob os nossos olhos.
A máquina na caixa do carro, tiro, não tiro?
Fiquei a dever uma à feira dos Bentos. E ainda não é amanhã.


por MCV às 21:28
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