Terça-feira, 27 de Abril de 2004
Aprendizagem
Há ene coisas na vida que aprendemos como supomos que os animais aprendem.
Nada mais óbvio, uma La Palissada.
Mas se pensarmos um bocadinho mais além, veremos que a contaminação do conhecimento transmitido escamoteia muitas vezes esta constatação.
Diria até que há quase a ideia generalizada de que a totalidade do nosso conhecimento nos vem por transmissão. Muitas vezes me deparo com essa sensação ao ouvir, ao ler o que outros dizem.
Não será hoje possível (quem sabe o que se experimenta por aí?) criar condições experimentais adequadas para ter uma ideia sobre o assunto.
Aparecem aqui e ali obras de ficção que andam lá perto. Mas não passam disso, de ficção.
Se me perguntarem o que é que eu aprendi animalmente, posso dizer pouco. Terei aprendido a respirar, a alimentar-me, a reconhecer os progenitores e a envolvente amiga...
Mas o resto que é, deve ser, muito, o que terá sido?
A caminhar? A ler? Que coisas?
A caminhar? E as vezes que me puseram em pé, que me instigaram a fazê-lo?
A ler? E as vezes que ouvia as palavras escritas à minha frente, ainda que fosse sem a intenção de me ensinar?
Há na aprendizagem um fenómeno curioso para mim, que sou um ignorante total.
É a colisão e a negação entre a aprendizagem animal e a transmitida, em coisas que normalmente não são ensinadas.
Lembrei-me disto a propósito de estrelas. Ver estrelas, na banda desenhada, nos filmes de animação.
Sempre pensei que se tratava de uma qualquer representação metafórica, sempre as entendi assim.
Até que um dia as vi.
Ninguém me tinha dito que era verdade. Nunca perguntei a ninguém, convencido que estava da metáfora.



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por MCV às 21:01
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