Domingo, 18 de Abril de 2004
Plágio
Hoje copiei de outro blogue.
Confesso-o.
Não copiei tudo, copiei só uma ou outra frases. Mas a ideia está lá.
Não vou dizer de onde, nem vou atribuir os créditos (como se diz agora) ao autor.
Já conferenciei com ele e negociámos a coisa, ele deixa-me dormir e eu fumo menos. No meio disto, perdoa-me o plágio.
Às vezes, sofremos disto. Do dois em um. Ou do um em dois. Ele e eu. Segreda-me coisas quando estou quase a dormir mas não as assume, passa-me a bola.
Eu retribuo-lhe ao volante, enquanto ele acelera ou reduz. Talvez seja perigoso, um com os pedais, outro com a manobra. Mas a Brigada de Trânsito ainda não deu por nada.
Mas é assim. Algures, o homem escreveu:
"Porque não existe essa coisa de mudar o rumo, voltar atrás... As pessoas é que traçam rotas imaginárias, umas mais rectilíneas, outras loxodrómicas e pensam que o seu destino é esse.
Mas esquecem-se das tempestades, das correntes, dos leixões, que as mandam ao fundo ou para outras paragens. E esquecem-se sobretudo do mecanismo interno, que a sua vontade não é reduzível a um traço num mapa. E que talvez essa vontade nem sequer exista. Dizendo de outra forma, não se foge nem se altera o destino. Ele é o que tem que ser."

Ora eu subscrevo e digo mesmo mais:
Onde raio é que fomos buscar a ideia de que somos um produto acabado?
Onde raio é que fomos buscar a ideia de que somos diversos de átomos, moléculas, células reagindo a outros átomos, moléculas e células, campos eléctricos, magnéticos, gravíticos?
Onde raio é que fomos buscar a ideia de que, seja o tempo lá o que fôr, não é o tempo, seja com a concordância de algo que desconhecemos ou não, que operando sobre as condições iniciais, se é que existiram, que nos coloca aqui, frente a um teclado e a um écran?
Onde e quando é que nos convencemos de que somos deuses?


por MCV às 22:48
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4 comentários:
De Anónimo a 20 de Abril de 2004 às 00:49

A última frase do texto, essa sim, brilha de forma intensa.
Há anos que essa pastilha elásctica, não me sai do sapato. Perturba-me o andamento de forma muito suave, mas deveras incomodativa pela sua constância.

Abraço

scumoftheearthscumoftheearth
(http://www.descalabro.blogspot.com)
(mailto:lostbubble@sapo.pt)


De Anónimo a 19 de Abril de 2004 às 22:32
Gostei deste texto, pá... está bem escrito.analfabeto
(http://analfabetosexual.blogs.sapo.pt)
(mailto:pp@sapo.pt)


De Anónimo a 19 de Abril de 2004 às 14:00
e se não for o tempo a determinar o que já previmos em nossos passados e escrvemos para nososs futuros, quem o será?
E se não for já predito, no passado, que, no futuro, haverá o momento de estaRmos aqui do outro lado das teclas, o que será?
bjos mil...avoz
</a>
(mailto:avoz@uol.com.br)


De Anónimo a 19 de Abril de 2004 às 04:11
Oh Manel onde raio foi vossemecê desencantar estas ideias que agora não consigo dormir a pensar no assunto!!! Uma Boa noite :)... PS (Manel é como eu trato o meu injinheiro (lido com sotaque do Norte eheheh que ele afina ainda mais) :)Grilinha
(http://grilinha.blogs.sapo.pt)
(mailto:grila@netcabo.pt)


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