Sexta-feira, 16 de Abril de 2004
As lembranças (II)
De cada vez que se diz que a memória é curta, há sempre um limite, uma assimptota ou um foco nesse propósito.
Assimptota, porque não se espera que ela ultrapasse certos limites que possam ofuscar a argumentação.
Foco, porque se exige a concentração num aspecto, numa atitude, numa palavra.
Lembras-te de quando...?
Já aqui disse que a memória é e não é essencial.
Não o será mais do que o erro, esse sim, essencial na evolução.
Quem aperfeiçoa uma máquina, precisa de dominar a sua constituição e funcionamento, não é necessário que saiba a história da sua evolução até ao momento em que se confronta com ela.
Errará. Tornará a errar até que consiga obter dela mais rendimento, mais adequação.
Juntos, erro e a memória desse erro, ajudam-nos a sobreviver. Focados, aquém das assimptotas.
O pensamento, porém, teima em desfocar as coisas, em ultrapassar todos os limites. O sonho, envolve-o e é-lhe cerne. Contradições.


por MCV às 19:52
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