Quinta-feira, 15 de Abril de 2004
As lembranças
Ainda as há. E haverá.
Lembrança de Fátima. Lembrança da Nazaré. Lembrança de... Recordação de...
Também há as prendas, aquelas que se compram à pressa no centro comercial e que titulam o melhor amigo, consagram o dia do pai, parabenizam e osculam.
As estantes lá se vão enchendo destas inutilidades, deste consumismo obscuro sem objectivo visível.
Mas quando alguém dá importância a uma carica, a um guardanapo de papel, a uma faca roubada, a um jornal amarelento, é o diabo.
O que é que isto está aqui a fazer?

Um destes dias, alguém teve o desplante de destruir uma recordação que eu tinha em cima da secretária.
Era uma maço de tabaco vazio, tudo bem...
Mas que raio é que a pessoa tinha com isso?
A secretária é dela? O maço era dela?

Deixa lá. Eu depois compro-te um maço de tabaco...

Como é que se explica isto a uma pessoa que nos dá uma resposta destas?

Digam-me...


por MCV às 23:17
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