Segunda-feira, 5 de Abril de 2004
Muda ós 5, acaba ós 10
A coisa sempre me fez espécie.
Mudava aos cinco, acabava aos dez. Mas a vantagem era sempre dos que começavam por baixo.
Eu explico.
O largo ainda é inclinado. Só que agora já não estão lá os bancos de betão que até nem eram muito bonitos, até pareciam ter sido feitos com os mesmos moldes de algumas das vedações da CP. Não daquelas dos losangos em negativo. Das outras, que se viam mais na província.
Está lá agora um chafariz mal parido. Desenhado na certa pela filha daquele senhor que se gabava de ter uma filha com jeito para o desenho.
E o largo soçobrou às exigências viárias. Como se ali houvesse horas de ponta e necessidades de três faixas em cada sentido. Um mistério.
Mas voltemos.
Fazia-me espécie.
O banco de baixo, o da direita, e o de cima eram as balizas.
A coisa chegava ao intervalo aí com um 5-0, um 5-1 para os que vinham de cima para baixo.
E terminava com uns 6 ou 7 a 10. Ganhando os outros.
Foi sempre assim.
E nunca ninguém barafustou.
No dia em que o Zé Inácio aliviou directamente para os vidros da janela do Sr. Hipólito, percebi porquê.
Ninguém disse: “Foi aquele! Não fui eu!”
Já não me lembro se fugimos todos.


por MCV às 19:57
endereço

1 comentário:
De Anónimo a 6 de Abril de 2004 às 01:25
Este post traz-me à memória coisas de infância como as peladinhas na rua onde agora só passam carros mas que há vinte e tal anos atrás era apenas mais uma rua tranquila.
Obrigado pela boa recordação.
FV
(http://www.almariado.blogspot.com)
(mailto:fernando.viegas@clix.pt)


Comentar post

ANO XV


EDITORIAL
. Posts recentes

Póvoa de Varzim, ...

Portugal, 2008

Um caso clássi...

Memorandum

Portugal, 2006

Vila Franca de Xira, 2...

Portagem, 2011

Foz Tua, 2016

Portugal, 2017

E.N. 246-1, 2011

. Arquivos
. Links