Sábado, 3 de Abril de 2004
Uma guerra
Então não foi? Uma guerra dos diabos!
J. olhava em volta e interrogava-se: de quantos sítios te podes tu gabar de conheceres tal e qual como estão hoje, há mais de vinte anos?
O dono da casa nem precisava de pedidos. Servia sempre de acordo com as memórias.
Volta e meia, assegurava-se: Falta alguma coisa?
Foi ou não foi uma guerra? Tás a ver?
Mostrava-lhe uma mensagem SMS que incluía uns cumprimentos para o J.
Da Finlândia, dizia ele com ar triste.
Assim ficaram, tarde adentro, comendo e bebendo.
Foi uma guerra.


por MCV às 23:08
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