Quinta-feira, 4 de Março de 2004
Triagens
Quem pode, foge.
Há pouco quem goste de estar em filas. Em repartições, em bancos, até nos serviços de saúde.
Já convivemos todos com os mais diversos sistemas de filas de espera. Uns mais eficazes do que outros.
Mas não há um sistema perfeito.
Quem não sabe ao que vai, facilmente se desorienta e perde tempo, fazendo perder tempo aos outros.
Quem sabe muito bem ao que vai, almeja que todos os que o precedem também o saibam e lhe não façam perder tempo.
Quem atende tem que lidar com uns e outros. E é compreensível que se desgaste também, na exacta proporção em que tem que corrigir os erros da organização.
Os sistemas que ultimamente tenho experimentado, felizmente com baixa frequência, pecam todos por ser crípticos.
Não há informação vestibular clara, de forma a que cada um se dirija a um dado local.
Às vezes parece que bastaria ter em cada um destes sítios, esse tipo de informação bem legível e clara e, ao mesmo tempo, um amplo balcão de informações, para atender quem tem mais dificuldade.
Bem sei que gerir recursos não é tarefa fácil. Uma empresa pública que tinha um balcão de atendimento que funcionava razoavelmente, perto da minha casa, fechou-o. Talvez porque não havia habitualmente grandes filas de espera, o que terá significado para os gestores um desperdício de recursos.
E se se pretende desviar as pessoas dos balcões, o que me parece bem, também é preciso atentar nos serviços que estão disponíveis on-line. Que quase sempre não respondem a casos que fogem ao corriqueiro.


por MCV às 16:42
endereço

ANO XV


EDITORIAL
. Posts recentes

Portugal, 2008

Um caso clássi...

Memorandum

Portugal, 2006

Vila Franca de Xira, 2...

Portagem, 2011

Foz Tua, 2016

Portugal, 2017

E.N. 246-1, 2011

Apúlia, 2017

. Arquivos
. Links