Domingo, 29 de Fevereiro de 2004
As gravuras


Já tornaram ao lugar de onde vieram - a História (se quiserem pôr-lhe um Pré...).
Mas enquanto cá andaram, deram que falar.
Há até quem diga que deram uma mãozinha à chamada alternância democrática.
E proporcionaram um serviço adicional. Um espectáculo de argumentos e contra-argumentos verdadeiramente delicioso.
O tal dos defensores acérrimos.
Com um pormenor muito curioso que não foi de somenos importância.
Um dos muitos convidados de telejornais da época foi um geólogo. Que me perdoe por não lhe citar o nome. Já não me recordo.
Mas recordo-me bem do que disse. Falou sobre geologia, sobre ciclos, sobre comportamentos da rocha. Falou na sua qualidade de geólogo.
Mas foi interrompido. Interrompido porque o que interessava era outra coisa.
Não me espantei que o tivessem interrompido. Não que as suas afirmações não fossem válidas. Não que estivesse a falar sem razão. Não que estivesse a opinar ao desbarato.
É que estava a falar do que sabia.
E o que estávamos (e estamos) habituados a assistir era (e é) outra coisa.
Era a cada um a falar do que não sabia. Os formados em X, a falar de Y; os de W a falar de Z. Isso sim, é que é normal. E todos a disparatar em grande.
Não é que cada um não se possa pronunciar em campo alheio.
Com toda a certeza de que pode e deve.
Mas com argumentos válidos e sustentados, não com a certeza dos defensores acérrimos, apoiada em nada.

imagem em


por MCV às 14:41
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