A cara falante disse na RTP, citando a Liga de Clubes, que a provável greve dos árbitros "é incompreensível e provoca alarme social".
Coisa que me fez lembrar uma afirmação que ouvi algumas vezes na juventude: "Preocupação, preocupação será quando houver uma greve dos cauteleiros".
E coisa que me toca uma vez mais a tecla do ridículo quando vejo mencionar o "alarme social" a propósito de tudo e de nada.
Afinal o que é o alarme social para esta gente?
É claro que não havia bar aberto. Basta comparar os actuais congestionamentos nas chegadas ao aeroporto de Lisboa com os que existiam antes (de se começarem a fazer controlos).
Informação chegada na última mala: 

Assanham-se os ânimos com as propostas de nomes para o Tribunal Constitucional, entidade que seria suposto ater-se à verificação da conformidade das leis com a Constituição da República.
Numa composição anterior o Tribunal dividiu-se por proveniências de indicação dos seus membros a propósito da fixação de uma data. A data em que findava a sessão legislativa!
Ao parar uns minutos a ouvir os tipos que parlamentam em São Bento ocorre-me sempre o mesmo: Qual será o Q.I. médio daquela tropa?
Dizia o povo que não chegavam ao céu.
Apesar de na maioria dos casos a televisão chegar por cabo a casa de cada um, as vozes de burro ainda chegam e por toda a parte se espalham lá no céu por via da rádio.
Diria mesmo que nunca chegaram tanto.
O lugar do Chega não é só o refúgio de figuras de almanaque. É uma espécie de compilação de aberrações.
Cada tiro, cada melro.
É lamentável, reitero, que o combate ao politicamente correcto seja abandonado nas mãos de tais figuras.
Antes da hora do recolher obrigatório aos portões do RIOQ a ver as movimentações...


81-18 (Lisboa - Rua Garrett) 
Houve em tempos um lírico, alçado a ministro da segurança, que dizia que com as medidas que preconizava se iria chegar aos zero mortos na estrada.
Depois disso em tempos do outro senhor houve a campanha “Tolerância Zero / Segurança Máxima” com idênticos resultados. Isto tudo no século passado.
É certo que a sinistralidade e o número de vítimas entretanto decaiu. Já não estamos na boçalidade dos 2500 mortos por ano. Sabendo também que a segurança dos passageiros nas viaturas aumentou e muito.
O que também é certo, diz a ANSR, é que o número de acidentes aumentou do ano passado para este sem que se saiba se os quilómetros percorridos vezes veículos na estrada aumentou também.
Já na minha percepção, falível como todas o são, as alarvidades já não estão ao nível épico dos anos 80, dos tais 2500 mortos com provavelmente menos quilómetros percorridos vezes veículos do que hoje. Estão contudo a agravar-se a cada passo. E digo isto não pela proliferação de informação sobre acidentes rodoviários mas pela minha impressão ao volante.
Pode ser que esteja enganado mas começo a evitar de novo andar na estrada no meio dos ígnaros.

Comparação entre a precipitação acumulada nas estações do IPMA no mesmo período dos anos hidrológicos de 2024 e 2025. 

Será que a população urbana está mais distante do instinto animal de sobrevivência do que a rústica?
Será que a Natureza "ao dar-se conta" do fardo humano, lhe retira esse mesmo instinto, em ordem a alijar o fardo?
A cada dia que passa vejo mais gente a pôr desnecessariamente em risco a vida sem aparentemente se dar conta.
trecho de filme em Luso Meteo
Será que estes carros não estavam a circular?
Estou a chegar atrasado ao pelotão dos que já desligaram a televisão, ignoraram os jornais e se mantiveram longe de arautos.
Mas estou a chegar. Qualquer papagaio a insistir na asneira politicamente correcta, qualquer pobrezinho a usar estrangeirismos escusadíssimos, qualquer comentador a dar mostras de que não usa o cérebro me fazem por ora mudar de canal. Depois de duas ou três tentativas de escutar o que dizem, com o mesmo desfecho, socorro-me dos canais que só emitem música.
Vou a caminho.
Os jornalistas, classe quase anedótica na generalidade, ignoram amiúde o bom senso e a noção das proporções.
Pode até ser que se chame “investigação” nos meios judiciais a uma coisa em que nada haja a investigar. Pode. Mal, mas pode. O que não deve é o jornalismo usar essa designação num absurdo como este. Afinal, vão investigar exactamente o quê: Qual foi a tipografia que os fabricou? Quem deu a ordem para o fazer?
É o tal manicómio que nos rodeia.
E.N. 18, 2005


Não sabendo eu se existe uma base de dados consistente sobre descargas eléctricas atmosféricas e desde quando, só me ocorre dizer que tenho a impressão que a trovoada é um fenómeno que se tornou mais raro com o tempo.
O que se tornou por outro lado menos raro é a má aplicação dos termos relâmpago, raio e trovão que embora se refiram ao mesmo fenómeno têm significados diferentes.
Se ninguém diz “relâmpagos o partam!” não faltam os que distorcem os significados que as diferentes velocidades de propagação conferem a termos como relâmpago e trovão.
imagem do IPMA
Há exactos 54 anos, contados portanto dia por dia, escrevi na minha memória um pequeno texto que só reduzi a escrito muitos e muitos anos depois.
Algures estará guardado. Talvez até gravado em disco duro que a imperícia me impede de encontrar.
Contudo, revejo calmamente as luzes azuis.