Quinta-feira, 27 de Outubro de 2011
7 x 10 à nona*
Não sei se a data simbólica em que supostamente se contariam 7 mil milhões na ecúmena é a de hoje ou não. Como se trata de uma data simbólica tanto faz.
Desde que por aqui ando, a população da Terra mais do que duplicou, dizem as estimativas. Foi a época da glória dos humanos. A Idade do Ouro.
Logo no início do troço que se apresenta recto no gráfico, se intensificaram os movimentos higienistas. Primeiro de uma forma generalizada contra a poluição e a destruição dos habitats, agora ameaçando com as catastróficas alterações climáticas que um deus irado há-de brandir.
Ora o busílis é a multiplicação dos seres.
E começa finalmente, quase a medo, a campanha decisiva – a do controle demográfico que previna a catástrofe inevitável, caso não colonizemos a tempo outros planetas.
Esse é o tema. Tudo o resto é secundaríssimo face às implicações de um crescimento contínuo da população.
Se prestarmos atenção aos discursos políticos do Velho Mundo, assolado por um envelhecimento populacional, veremos que aspiram pela expansão demográfica e não pela contenção.
Não faço ideia, tal como quem desenhou a curva futura deste gráfico, o que se seguirá. A ideia generalizada de que o mundo subdesenvolvido continuará a ter crescimentos demográficos significativos enquanto o primeiro mundo estagna ou decresce parece-me demasiado simplista e mera projecção com base na derivada actual.



Entrementes, a minha campanha que é também uma previsão do caminho que isto leva, ornou-me o bolso da camisa. Saiu à rua.

* por imperícia minha, não consegui que o título ficasse como deve ser.


por MCV às 12:11
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