Sábado, 19 de Março de 2005
Gotas lentas
Para mim, tudo o que não seja balizado e regrado é poesia.
Talvez também poesia seja o que se diz entre balizas e consoante as regras. Não sei.

Três homens, primos entre si.
Uma porta de jazigo aberta ao crepúsculo.
Não se faziam balanços nem se pronunciavam as habituais lengalengas de ocasião.
Eram palavras lentas como as gotas que fingiram cair no preciso momento.
Cada vez menos luz. Outros ao longe, já na parada.
Pareceu que estas portas, aquela porta, são uma espécie de passagens para a história.
Dito isto, até me soa a lugar comum. Talvez o seja.
Mas o chão, de sete palmos, parece ser muito mais inacessível.
As gotas, lentas.


por MCV às 21:46
endereço

4 comentários:
De Anónimo a 21 de Março de 2005 às 12:11
Obrigado.:)
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 21 de Março de 2005 às 11:33
Gostei muitoencandescente
</a>
(mailto:encandescente@sapo.pt)


De Anónimo a 19 de Março de 2005 às 22:51
Só para dizer que estou quase como tu. Por isso nem fui capaz de dizer nada lá no teu cantinho.
Beijo
Manuel
</a>
(mailto:gasolim@hotmail.com)


De Anónimo a 19 de Março de 2005 às 22:45
As gotas eram a pauta onde se escrevia a tristeza. Poesia é tudo quanto nos toca lá dentro, com ou sem regras, com ou sem métrica, com ou sem rima. Um beijo.riacho
(http://alfa-e-omega.blogspot.com)
(mailto:riacho@gmail.com)


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