Terça-feira, 7 de Março de 2006
Vinte anos


Falávamos

Dormia uma palmeira
Sobre as nossas vozes
Quando no escuro
Estimávamos direcções
No infinito.
Que se curvavam.
Em sorvedouros
Como as esferas
Na quadrícula
De Vasareli.
E no regresso
Pousávamos
Na nossa ignorância.
Tínhamos o peso
De não conhecer.
E o medo
Da sabedoria.
Esmagados
Sob o mundo
Levantado
Por uma alavanca.
Afogados
Em água espacial
E mortos
Num cantinho do tempo.
Sem o universo
Ter nossos sinais.
Perdidos.
O infinito.
Não sabia então
Ainda isto
Que
Agora sei
Que não mais
Te verei.
Nunca mais!

SG, inéditos, 1994



por MCV às 04:36
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