Quinta-feira, 13 de Maio de 2004
Palavras-passe
Palavraquenãopercebo.
Todo o universo de utilitários que solicita o nome do meu cão, o modelo do meu primeiro carro, a minha cor preferida ou outros dados pessoais e intransmissíveis, não faz mais do que mimar os velhos filmes que metem computadores, tragédias iminentes e a miraculosa descoberta do nome da sogra do cientista maluco.
Não percebo. Nunca percebi.
Desconfiamos todos hoje que esta coisa de passwords é quase inútil. Que já não se torna necessário o tal milagre no último segundo, sempre em números vermelhos e em formato rombóide, para arrombar as nossas seguranças.
Agora a história da password com o aniversário do casamento faz-me confusão.
Então não haverá forma de inventir passwords completamente independentes da biografia de cada um?
Será que as pessoas não são capazes de usar passwords completamente desligadas de episódios com significado?
Ninguém adopta um rosinhasdetoucar, um AstonMartinsDBXVIII, um mamutecahdecasa, um tromboneafinado sem que isso tenha a ver com qualquer coisa de marcante? Será caso?
Confesso que não percebo.

E fico-me com a passwordquenuncaesquecerei.


por MCV às 18:34
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