Quarta-feira, 21 de Abril de 2004
Deu na televisão
O pacato fim de tarde pascal no café central da vila alentejana não foi interrompido pela catadupa de notícias que o telejornal debitava por cima das cabeças indiferentes dos circunstantes.
Apenas um julgou ouvir um relato que começara assim: “Uma mulher de 29 anos...”

Conheceu Luísa no dia em que se apresentou ao serviço.
Pelas referências que se abstiveram de fazer, percebeu metade da história.
A outra metade quando encontrou Luísa.
Ela mostrou-lhe os dossiers, os apontamentos, falou dos casos complicados, entregou-lhe tudo. Despediram-se.
Dias depois, viu-a entrar na sala de aulas, cumprimentou-a de longe, viu-a falar com alguém, sair, voltar a entrar, sair outra vez.
Encontrou-a à porta da sala, no fim das aulas. Falaram um pouco, Luísa perguntou se ele ia para casa.
Aproveitaram-se a boleia no comboio nocturno.
À medida que ouvia Luísa falar, tinha a consciência de que o ténue fio se ia desfibrando, desfibrando...
Quando se despediram, marcaram um café para depois da Páscoa.


por MCV às 04:04
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2 comentários:
De Anónimo a 21 de Abril de 2004 às 14:46
os tênues fios é que tecem as histórias...
beijosarabella bella
(http://arabella.bella.blog.uol.com.br/)
(mailto:arabella.bella@uol.com.br)


De Anónimo a 21 de Abril de 2004 às 14:45
os tênues fio é que tecem as histórias...
beijosarabella bella
(http://arabella.bella.blog.uol.com.br/)
(mailto:arabella.bella@uol.com.br)


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