Domingo, 29 de Fevereiro de 2004
A regra e o caso
Às vezes, vemo-nos em circunstâncias tais que o quebrar de uma regra é uma atitude de maior bom-senso do que o respeitá-la.
Outras, é isso que esperamos dos outros.
Mas nem sempre nós e os outros temos esse lampejo.
E o que é pior, nem sempre estamos preparados para o fazer.
É claro que há regras estúpidas, obsoletas, desadequadas. Todos sabemos isso, seja a que nível fôr. Seja uma lei, seja um regulamento, um estatuto ou uma regra de jogo.
O que não há é, em todas as alturas necessárias, alguém com capacidade para assim entender e optar pela sua transgressão.
E ainda bem que assim é.
Se as regras, boas ou más, não existissem, cada um jogava a seu critério e provavelmente em seu proveito.
E existindo, como existem, se fossem quebradas todos os dias e a toda a hora, seriam irremediavelmente caducas.
É bom que o não sejam.
Mesmo que já todos tenhamos sentido na pele uma injustiça, mercê de uma regra que entendíamos não dever aplicar-se em certo caso.
Mas ainda bem que há quem as transgrida, aqui e ali, com bom-senso.


por MCV às 16:22
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