Sábado, 21 de Fevereiro de 2004
Defensores acérrimos
Este post era para ser sobre o Ötzi.
Também tinha a ver com defensores acérrimos.
A verdade é que já pouca coisa me espanta e pouca me faz virar a cabeça. Deve ser da velhice e da burrice.
Mas de cada vez que vem à baila um assunto mais polémico, a chusma de defensores acérrimos disto e daquilo sai à praça.
A moda (leia-se canção) é sempre a mesma, atacam com certezas absolutas que normalmente se verifica negarem-se a si próprias.
O wishful thinking em estado puro.
Não sei se existem argumentos vencedores. Provavelmente não.
O mistério é que os defensores acérrimos são necessários. Se não fossem, não existiam.
Fazem falta como contrabalanço. De um e de outro lado.
Também não sou daqueles que considera que no meio é que está a virtude. Ela simplesmente não está em lado nenhum.
Mas reparem que, a julgar pelo pouco que se sabe, as relações sociais dependem sempre da força. Mais do que da razão, que é ela própria também um mistério.
A força (outros diriam energia) é, tal como sancionou a velha mulher naquela taberna da serra, a que tudo pode. Apresenta-se de formas diversas, mas no fim ganha sempre.
E não será ela que gere os defensores acérrimos, os incréus, os crentes, os cépticos e os apáticos?


por MCV às 02:11
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1 comentário:
De Anónimo a 22 de Fevereiro de 2004 às 17:57
Oi, Gasolim,
Sempre tive receio dos defensores acérrimos; deles e de suas convicções inabaláveis!
Sempre defendi uma posição de aceitar discutir as coisas, um quê de volubilidade, quase como uma auto-defesa para possíveis enganos a reparar.
Não tenho nada a ver com posiçoes definidas ou defesas acérrimas.
Por aqui, um sol lindo brilha lá fora, um painel verde delirante brinda minha visão, família reunida e um Carnaval que serve pra tirar uns dis de folga e visitar amigos, pensar e viver!
Abração dominical
Fernando CalsFernando Cals
(http://cadaserra.blogger.com.br)
(mailto:fcals@globo.com)


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