Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2004
Os mapas de outrora


O assunto era sério.
Eu e o Dr. M. debruçávamo-nos sobre os mapas e confrontávamo-los com descrições da época.
Pedíamos novos mapas e identificávamos as discordâncias entre uns e outros.
Havia um que tinha uma mancha que tornava ilegível a linha que estudávamos.
Outros, pequenos rasgões.
Mas aquele não. Era uma espécie de crosta.
Pedimos testes.
Queríamos saber se algum daqueles mapas fora corrigido em época posterior.
Quando o resultado dos testes chegou, a surpresa.
Em vez de nos dizerem se havia alterações posteriores ou não, apenas uma certeza:
A crosta era um resíduo de açorda.

Dias depois, encontrei o meu velho amigo e disse-lhe:
"Não imaginas o cabrão dum sonho que tive uma noite destas. Então não estava a meias com o teu pai a analisar uns mapas antigos e umas confrontações que queríamos confirmar! Um deles até tinha um bocado de açorda seca agarrado!"
Ele olhou para mim, arqueou uma sobrancelha e, depois de uma pausa longa, disparou:
"Uns mapas? Isso é muito curioso!"
"...?"
"É que eu e o meu pai temos justamente andado a ver umas cartas e uns cadastros antigos por causa de uma alteração de sesmo! Mas assim de açordas não falámos nada."
Como ele é um tira-partido nato, eu não sei se acredite.
Ao pai dele vejo-o pouco. Não tenho confiança suficiente para lhe perguntar pelas investigações.

extracto de mapa encontrado aqui


por MCV às 02:40
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