Recebi há dias um mail do meu banco a anunciar grandes melhorias no atendimento ao público.
Entretanto, surgiu um caso que não consegui tratar pela internet, dizendo eles que tinha que me dirigir a uma agência.
Sabendo que as condições de atendimento eram, regra geral, más, lá fui até à agência para comprovar as melhorias. Lá chegado, dei com uma avaria no dispensador de senhas e o caos instalado. Fugi.
Dali, ainda me dei ao trabalho de tentar uma outra agência. Entrando nestoutra deparei-me com grande número de esperantes que, à falta de lugar onde se sentassem, se arrimavam às paredes, não sem que de quando em vez uma funcionária viesse deixar uma cadeira dos lugares vazios dos colegas em falta para acorrer a uma grávida, a um idoso...
A cena era pois a de uma “moldura humana” – expressão futeboleira – cercando um espaço exíguo onde por vezes esperava aquele que presumia ser o próximo a ser atendido.
Até que, saído do nada, entrou na dita cena um infeliz mancebo que alguma maleita de nascença deixou incapaz. Era corpulento, pesadão, e movia-se aos saltos e em círculos no exíguo espaço deixado pelos clientes, debitando frases curtas num inglês de cobóis.
Estive neste filme duas horas até que me atenderam.
O banco não me disse mais do que um manual de instruções dado aos funcionários me diria pela internet.
Diz que melhoraram muito o atendimento ao púbico.